sexta-feira, 18 de maio de 2018

QUANTOS SÃO?

                                                                    Mila Ramos



Temo que os escândalos que minam a política brasileira, rica em idéias de desempenho e lucro,  levaram-nos a um desgaste moral irreparável.
Lembro das primeiras notícias dadas pela imprensa paranaense, dois anos atrás, deixaram-nos estáticos. 

Aí, nota após nota, quem entendia a linguagem da justiça, ia sentindo os pelos eriçarem-se, o queixo cair, os olhos buscando, na memória, a face desses homens tão famosos e tão miseravelmente destituídos de honra.


Quem os teria educado? Pai, mãe? Ou  tutores despudorados que a experiência na gestão fraudulenta de antigas fazendas e antigas administrações públicas, se impuseram aos bons costumes editados nos currículos dos mestres sábios que a mesma história nos mostrou.

Quantos são? 
A cada dia novos nomes, novos ladrões, delatores espremidos pela necessidade da prova covarde de quem roubou também, da culpa que a nossa mente  desacostumada a trambiques, tenta compreender.
Nunca compreendi.
Nunca compreenderemos. 
Brasileiro roubando de si próprio e sem sentir? Roubando de brasileiros. Da própria mesa, imaginando-se  imperador, iludido com tudo aquilo que o povo quer e não tem: fartura.

Isso é inimaginável. 
Cenas  degradantes de autoridades brasileiras  nos jornais; lugar, longe ou perto, quanto mais longe mais escondidos, mais gente para carregar autoridades bêbadas saindo pelo "ralo" dos famosos restaurantes europeus: perdizes ao molho da nossa saúde pública , os vinhos europeus,  escorrendo pelas pernas molhadas e cambaleantes de ladrões bêbados .
Que imagem têm eles agora, presos alguns, outros ainda contando com a infâmia protetora de amigos de antanho ou de leis criadas para o bem estar de larápios sem vergonha?

Há um ex-presidente ladrão preso. AH! 

Quanta energia e saber têm os jovens do Judiciário Paranaense,brilhantes como aurora boreal (que eu nunca vi) mas deve ser tão linda quanto ver um deles recebendo honras em países grandes, maiores do que os salafrários políticos deste nosso Brasil.


Ave!

               

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